sábado, 7 de agosto de 2010

Galáxias dotadas de braços espirais estão sumindo do Universo

Galáxias dotadas de braços espirais como a Via Láctea, raras no Universo atual, já foram bem mais comuns, talvez porque o Cosmo esteja envelhecendo e não produza mais estrelas como antes. Essa romântica sugestão acompanha uma imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble onde se vêem os mais longínquos aglomerados de galáxias, distantes 4 bilhões de anos-luz (1 ano-luz mede 9,5 .trilhões de quilômetros).
Pinceladas de tons azuis, indicativos de estrelas jovens, as espirais nesses aglomerados são em proporção de até 30%, contra a média atual de 5%. A idéia é que muitas espirais, após gerar sua cota de estrelas, se transformam em galáxias elípticas. Estas não são planas, nem têm braços - são gordas como melões. Nem todos apostam nessa teoria e há quem diga que pode ocorrer o oposto: as galáxias elípticas tomarem-se espirais. Mas se o Hubble mantiver seu bom “trabalho, a resposta pode não demorar”.

As galáxias, as estrelas e os jatos cósmicos 2

O maior mistério certamente é a própria fonte das partículas: um manancial de energia como nenhum outro no Universo. Não é fácil entrever tal fonte, especialmente no caso da gigante elíptica M87, que reúne muito mais estrelas que a Via Láctea e não tem forma espiral como esta. A visão mais clara de seu núcleo, obtida pelo telescópio espacial Hubble, no final do ano passado, deixa ver indícios de um tremendo personagem escondido sob as estrelas. Os astrofísicos imaginam uma esfera de raio não muito maior que o das estrelas comuns, mas com massa equivalente à de 5 bilhões de estrelas do porte do Sol.
Não é preciso dizer que se trata de um corpo de densidade extrema - a característica central dos chamados buracos negros. No coração da M87, ele enche o espaço vizinho com imensa força de atração gravitacional e mantém preso à sua volta um vasto disco de gás e poeira. Alimentado ocasionalmente pelos destroços de estrelas próximas, o disco é a peça chave desse gerador cósmico. Nele, as partículas de gás e poeira se entrechocam a alta velocidade e se aquecem a ponto de converter massa em energia a taxas muito superiores às das bombas de hidrogênio. Embora ocupe um volume insignificante, em termos comparativos, o disco pode brilhar mais que toda a galáxia à sua volta.

Confirmada água na Lua !

Cerca de 90 litros de água sob forma de gelo congelado há bilhões de anos estavam escondidos em cratera lunar.
A descoberta foi feita graças à missão Lcross, iniciais de Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, que bombardeou a Lua no dia 9 de outubro.
Depois de percorrerem nove milhões de quilômetros e 113 dias, o foguete Centaur se separou do satélite Lcross e se chocou à Lua em alta velocidade na região permanentemente sombreada da cratera Cabeus, perto do pólo sul lunar.
O impacto abriu um buraco entre 18 e 30 metros de largura e encontrou cerca de 90 litros de água congelada. O choque causado pelo Centaur criou uma nuvem de vapor e poeira fina e também revelou a existência de um material mais pesado.
O anúncio de hoje feito pela NASA reforça os planos de tornar a Lua uma base para viagens a locais mais distantes da Terra. A descoberta também confirma a fonte das grandes quantidades de hidrogênio observadas nos pólos lunares.
Os dados da Lcross mostram que existe mais água, e que ela está mais espalhada na Lua, do que antes imaginado.
Segundo comunicado da NASA, as concentrações exatas de água ainda são incertas, mas com certeza ela está presente na região.

" Buracos negros e gigantes nasceram em CASULOS ESTRELARES "



Um estudo feito nos Estados Unidos propõe uma nova teoria para a formação de buracos negros “supermassivos” - com massas milhões ou até bilhões de vezes maiores que a do Sol -, sugerindo que eles se formaram em “casulos” de gás dentro de estrelas.
O estudo, da Universidade do Colorado, na cidade de Boulder, apresenta uma alternativa à teoria mais aceita hoje em dia sobre a formação desses eventos cósmicos, a de que eles surgiram a partir da união de um grande número de buracos negros pequenos.
O astrônomo que liderou o estudo, Mitchell Begelman, analisou os buracos negros surgidos a partir de estrelas supermassivas surgidas nos primórdios do universo.
Segundo ele, em alguns casos, o núcleo dessas estrelas entra em colapso, formando buracos negros - que, devido ao tamanho dessas estrelas, já nascem maiores que buracos negros comuns.
Em um segundo estágio de formação, esses buracos negros passam a engolir a matéria ao redor, dentro da estrela, formando um “casulo” e inchando até engolir o que restou do material que formava a estrela.
“O que é novo aqui é que acreditamos ter encontrado um novo mecanismo relativamente rápido de formação desses gigantes”, disse Begelman.
Os buracos negros são objetos cósmicos extremamente densos formados, acredita-se, pelo colapso de estrelas, e com um campo gravitacional tão forte que nada, nem mesmo a luz, é capaz de escapar da sua atração.
Esses eventos não podem ser detectados diretamente pelos astrônomos, mas sim por sinais como movimento de matéria estelar girando em torno deles.